Por qual razão assinar com a globo é prejudicial

Olá meus caros amigos leitores Soberanos, como todos sabem os contratos entre os clubes com as emissoras de televisão sempre voltam à tona.
Isso pelo simples fato de que, os clubes antecipam esse dinheiro e acabam ficando “escravos” da portadora do direito de transmissão.
Mas, no fim, os maiores prejudicados são os próprios clubes, pois a emissora principal, direciona para quem quer, a maior porcentagem de pagamento, com a justificativa de que o clube que dá mais audiência, tem que receber mais.
A questão é que a divisão do pagamento, salvo melhor juízo, é realizado por “grupos”, e o SPFC é protraído nisso.
O SPFC já brigou com a emissora sozinho, foi um tiro no pé, eis que suportou todas as pressões nos bastidores e se viu obrigado a retroagir.
Como percebemos, a emissora faz um círculo vicioso, pois acaba direcionando mais verba para dois clubes específicos, sendo esses os grandes beneficiados, tendo maiores chances de vitória, inclusive, pois acabam tendo maior cacife para as contratações.
O SPFC tem que lutar contra tudo e contra todos, mas lutar sozinho contra a emissora não é uma saída inteligente. O melhor seria se os clubes protraídos se unissem em prol do futebol para acabar com essa verdadeira discriminação infundada.
Sem a união é, por enquanto, suicídio.
O SPFC é um gigante, e não pode ser tratado pela emissora do jeito que está.

O Morumbi e a necessidade de reforma

Caros amigos leitores Soberanos, a reforma do Morumbi ainda é assunto em pauta, mormente com a inovação e construções de outros estádios na nobre cidade.

Assim, para instigar a reflexão, menciono o que José Roberto Torero, no dia 22/10/11, publicou na Folha de S. Paulo.

Trata-se da carta de despedida que o Imperador Vespasiano deixou para seu filho Tito (que o sucedeu no trono), onde, para justificar a construção do Coliseu de Roma, indagou o que se segue:

“onde o povo prefere pousar seu clunis [sua bunda]: numa privada, num banco escolar ou num estádio?”.

A carta foi redigida em 22/7/79, ou seja, um dia antes da morte do Imperador e há 1935 anos. Eis o seu teor:

 

“Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa, afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões e os jornalistas. De minha parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do Colosseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e infinita memória. Alguns senadores o criticam, dizendo que deveríamos investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o povo prefere pousar seu clunis [sua bunda]: numa privada, num banco de escola ou num estádio? Num estádio, é claro. Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por omnia saecula saeculorum [por todos os séculos] e sempre que o olharem dirão: ‘Estás vendo este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou’. Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos momentos de precisão. Moralistas e loucos dirão que mais certo seria reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas novas que remendadas. Vel caeco appareat (Até um cego vê isso). Portanto, deves construir esse estádio em Roma. Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase: Ad captandum vulgus, panem et circenses (Para seduzir o povo, pão e circo). Esperarei por ti ao lado de Júpiter.”

Pensem a respeito

Aurelio Mendes – @amon78

 

 

Não vai ter Copa e MP pede interdição de estádios

O Ministério Público Federal protocolizou na tarde desta segunda-feira, 02 de junho de 2014, uma ação civil pública com pedido liminar, n. 15254447-0001/337, objetivando a interdição de obras concluídas e paralisação das obras em andamento, todas financiadas pelo Poder Público.

O representante do “Parquet”, Rodrigo do Prado Carnelutti o TCU apresentara relatórios que indicam desvio de verbas públicas por políticos e empreiteiras nas obras indigitadas, além de estouro dos orçamentos e ausência de prestação de contas pela Administração Pública. 

Sabe-se que muitas questões sobre as obras foram realizadas em boates cariocas, regadas à uísques de pontas (estimasse mais de 3 mil por garrafa) e belas prostitutas, onde decidiu-se o direcionamento de licitações, o que fere a lei 8.666.

Deputados também receberam mimos das construtoras, dentre eles:  Jeremias Absalão (PT/MS), Salustiano Pinto (PSDB/AC) e Célio Silva (DEM/CE). Apurações preliminares apontam que cada deputado recebeu de presente um veículo Hyundai Veloster e viagens de 20 dias com direito a 5 acompanhantes  para Dubai.

O Procurador Federal assevera que auditoria realizada pelo TC do munícipio de São Paulo, divulgada ontem pelo Estadão, indicou desvio de R$ 98 milhões na construção do Itaquerão.

O STF irá decidir acerca da liminar, tomara que o espírito Joaquim Barbosa reine nesse momento.

Aurelio Mendes -@amon78

 

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